BALUARTES DA VILA

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terça-feira, 22 de março de 2011

A VILA BRASIL DA A VOLTA POR CIMA

Feitiço da Vila

Parabéns Vila Brasil, estamos chegando Lá!!!

A Vila Brasil entrou na avenida, disposta a enfrentar o descrédito que a desmantelou nos últimos carnavais. Era a hora da virada!
E foi! A Paixão que move o Vileiro, é a combustão que o faz buscar sua felicidade brincando na avenida. Entre os anéis de saturno e constelações que despencaram na avenida, um mar de sentimentos pela escola querida, fazia chover na avenida. Choviam entre purpurinas e lantejoulas, chovia entre a cadência da bateria e preocupação da Porta Bandeira Lucélia, chovia no coração e principalmente na face do povo da vila...chovia, um choro incomum, uma lágrima de realização pessoal de colocar a escola na avenida. O tempo ajudou no domingo, onde não choveu no carnaval, mas para os bons observadores os olhos do povão vermelho e branco estava marejado com as aguas de amor pela Vila Brasil. Essa e a vila que nós amamos, com seus defeitos e qualidades, esta é a nossa casa de samba, esse é o nosso quintal, esse é o nosso terreiro, esses são nossos amigos e parentes  que trazemos para a procissão do samba! Os jurados acharam que devíamos ficar em quinto lugar, nós da Vila desfilamos e mostramos nosso samba, nossos valores, nossas estrelas e nosso sol vermelho, que nasce sempre em primeiro lugar iluminando nosso povo. Impossível não manter a tradição, mesmo que a mão do ritmista sangrasse, no couro branco do surdo mestre, nós os filhos da Vila, que é do operário, do vagabundo,  da prostituta, da lavadeira, do doutor, do empresário, do homossexual, dos deserdados, dos bêbados, dos escritores, dos poetas loucos, dos apaixonados, dos negros, dos brancos, enfim da diversidade desse nosso chão, nós estávamos lá, felizes cantando o samba maravilhoso dizendo que Nossa Vila é o Universo Surreal e da Magia, essa magia que enfeitiça a gente e toda dor vira só felicidade.

FEITIÇO DA VILA


Noel Rosa (com algumas adaptações de Baba Xandeco)
Composição: Noel Rosa / Vadico
Quem nasce lá na Vila
Nem sequer vacila
Ao abraçar o samba
Que faz dançar os galhos,
Do arvoredo e faz a lua,
Nascer mais cedo.
Lá, em Vila Brasil,
Quem é bacharel
Não tem medo de bamba.
São Paulo dá café,
Minas dá leite,
E a Vila Brasil dá samba.
A Vila tem um feitiço sem farofa
Sem vela e sem vintém
Que nos faz bem
Tendo nome do país
Transformou o samba
Num feitiço descente
Que prende a gente
O sol da Vila é triste
Samba não assiste
Porque a gente implora:
"Sol, pelo amor de Deus,
não vem agora
que as morenas
vão logo embora
Eu sei tudo o que faço
sei por onde passo
paixão não me aniquila
Mas, tenho que dizer,
modéstia à parte,
meus senhores,
Eu sou da Vila!

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